quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

tinha mania de ouvir as batidas do meu coração no travesseiro antes de dormir... mantinha longos diálogos, entre pulsos, palavras, cenas do dia que passara... mas meu coração pedia mais, sofria de carência, estava perdido, angustiado, acelerado... e um dia revoltado, fez greve, resolveu não bater mais e pulsar o sangue para o resto do corpo, foi quando despertei e vi que a vida não passava de ilusão... fiquei vazia, sem impulso, reação... bela adormecida em tempo integral, avessa ao mundo real.

sábado, 18 de setembro de 2010

modern love

porque ele me desfaz, Às vezes, muitas vezes... e me sinto Penélope, tecendo durante o dia, uma vida real, à noite sonhos... desfaço, me despedaço, corro de mim, volto pra mim. sou pele demais nessa vida, já tomei cascudos e surras de colher de pau. de gente importante de gente que se tornou importante, porque começamos a valorizar. e caio na mesmice, salas de bate papo! a vida continua, somos descartáveis, apesar de que quebramos também! somos frágeis e por isso Deus existe, Ele deveria estar com enxaqueca quando nos criou! depois de amanhã estarei de férias, durante 7 dias durmo e acordo no sábado! evolução em 12 signos... sou aquariana, apesar de tola e apaixonada! aos 15 já estudava e trabalhava. hoje tenho 36, pensando em ser mãe aos 38 para aos 52 me aposentar. isso seria a vida mercantil que desejei pra mim. sempre quis também falar de amor, pregar o amor, pelas coisas, nos tornamos coisas, olhamos sempre pra frente e para o chão, não enxergamos muito além dos nossos umbigos. confesso, sou ambígua, sou duas mulheres. uma mulher vale por dez! imaginem duas (2)!!! me sinto perdida e sou raramente decidida. já fui esquecida. sofro de miopia congênita por parte de pai. me despeço, assumo, meus pecados e alheios, e ofereço a minha outra face mais dez mil vezes!... massageia a estima. garanto mais um pedacinho de céu? não! sou impura. eu amo. e amor é fruto proibido aos deuses, eles são imparciais, por isso sempre me dei por inteira num relacionamento. mesmo comigo. me puni muitas vezes, não soube me socorrer em outras. nesses momentos eu pintava meu cabelo, precisava sempre compor uma nova personagem. hoje sou mais loira por exemplo, às vezes me sinto a própria Madonna em "Papa don´t preach"... agora realmente preciso dormir, amanhã acordo cedo pra tecer! boa noite!
7 12 15 36 38 52

domingo, 5 de setembro de 2010

um dia de inverno

às vezes preciso desabafar, sinto que preciso fugir de mim, correr desesperadamente... mas se eu fujo da luz as sombras me guiam, se vou em direção, elas me perseguem...
quis desistir.
fiquei fria.
me congelei feito um vírus...
qual o corpo que hospedo amanhã?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

um gozo

é, eu estive ausente, momento de instrospecção e expectoração... cheguei a expelir meus ossos, nem a carne presente! calma, eu não morri para desgosto do meu gosto, no mês de agosto e setembro e outubro e novembro (penso que poderiam ter sido substituídos por vírgulas - um breve tempo no meu tempo)... estou com saudades! daquelas orgias que só amigos podem tecer... me dá fome e fome e raiva tenho eu e João Bosco. Mudei tanta coisa em mim, não sou mais loira, e só no meu mundo de fantasia! o complicado de ficar velha é sempre o arriscado e os riscos na pele vêm de brinde! a minha despedida vai ser fogo e chuva. será que no meu cérebro não faltam dentes? minha psicóloga acredita que sim, porque todos temos um pouco de monstros.precisamos aprender a dizer não. e sempre foi isto a minha maior dificuldade. acredito num mundo que vêm coberto até a borda de gente... gente de tudo que é cor e esquisitos e belos e tolerantes! mas essa gente é voraz e incapaz de compreender e viver em sociedade. enquanto essa gente toda apodrece o umbigo a gente (a outra gente), fica à margem...

vaga lume vaga mundo

e eu? vagabunda?

encontros no escuro com Kafka

há alguns dias atrás, estava eu em casa, apreciando sobre a mesa um belo prato florido de pão seco (a minha diéta é também à base de água), era de noite... quando ao meu encontro com o pão babando e a boca seca, meus olhos, ou melhor o canto dos meus olhos se avistaram com uma barata, um inseto cor de terra, duas antenas grandes (telescópios do acaso), irriquietas (a barata e suas antenas - varas de pescar pensamentos)... estava flutuando (quisera eu - ô bicho nojento!) um pano branco e gélido (feito eu!)... hordas de anjos cantaram sua bela música de anunciação: era Kafka! só poderia ser! tinha se metamorfoseado em seu personagem mais célebre... eu tive um longo e exaustivo papo cabeça com a cabeça de Kafka, não pulei no pescoço da barata, nem fiz cenas de um grande holocausto subindo em cadeiras, até porque ele estava também sobre a mes mais ou menos na minha altura! Senti que tinha finalmente atravessado a ponte... mas a amizade foi curta, tempo de pegar o jornal com as notícias do dia, fazer um rocambole de jornal e apertá-lo contra o corpo do inseto... eu matei Kafka!








Waiting so long, I've been waiting so, waiting so...

não vou pedir mais namorados em listas de presente de amigo secreto, há tempos venho tentando esta sorte...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

pressão

ai eu preciso de um cigarro e um café